Varizes coçam? Entenda as causas e como aliviar

Mulher coçando a panturrilha com as duas mãos, representando o desconforto e o sintoma de coceira causado por varizes nas pernas.

Afinal, varizes coçam? A resposta é sim. Esse sintoma indica alterações reais no fluxo de sangue e exige atenção para evitar complicações na saúde vascular.

A sensação de peso, o inchaço e a presença de veias dilatadas são sintomas amplamente associados aos problemas de circulação sanguínea nos membros inferiores. 

Contudo, muitas pessoas se surpreendem quando surge um incômodo adicional e persistente na pele da região afetada.

Esse desconforto ocorre devido à insuficiência venosa crônica, que gera acúmulo de sangue, resposta inflamatória local e consequente ressecamento da pele. 

Entenda esse e outros sintomas das varizes e as formas de tratar e prevenir quadros graves.

Por que as varizes coçam?

O surgimento desse incômodo tem relação direta com a insuficiência venosa crônica, que é a incapacidade das veias de bombear o sangue de volta ao coração de maneira eficiente. 

O Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, explica em seu canal do YouTube:

“Essa alteração de pele ocorre porque a pressão venosa faz extravasar o conteúdo do sangue através da parede da veia. Esse conteúdo, que é altamente proteico, causa uma pequena inflamação ao redor desse vaso. Essa inflamação crônica […] leva ao eczema, que é a coceira.”  

Essa inflamação altera a estrutura da pele, o que reduz a hidratação natural e desencadeia o ressecamento cutâneo.

 A pele seca torna-se mais suscetível a irritações, o que ativa os receptores nervosos responsáveis pela sensação de coceira.

O que pode piorar a coceira nas varizes?

Diversos fatores do cotidiano e condições climáticas aumentam o desconforto que as varizes causam.

Identificar esses gatilhos é essencial para gerenciar a saúde vascular e evitar que o quadro clínico evolua para lesões cutâneas graves.

Confira os principais fatores que pioram a sensação de coceira:

Altas temperaturas e o calor ambiental

A exposição ao calor provoca a vasodilatação, ou seja, o relaxamento e a consequente abertura dos vasos sanguíneos. 

Em pessoas que já possuem predisposição ou varizes, esse fenômeno aumenta o volume de sangue acumulado nos membros inferiores. 

Com mais sangue retido, a pressão venosa sobe, o extravasamento de fluidos se intensifica e a resposta inflamatória cutânea cresce, o que eleva a coceira de forma significativa durante as estações quentes ou após banhos muito quentes.

Permanência prolongada em pé ou sentado

A manutenção da mesma postura por muitas horas anula o efeito da bomba muscular da panturrilha, mecanismo essencial que empurra o sangue para cima. 

Sem a contração muscular adequada, a gravidade favorece o represamento hídrico e sanguíneo nos tornozelos e pés. 

Essa imobilidade prolongada exacerba o inchaço e a inflamação dos tecidos cutâneos, o que torna o estímulo nervoso da coceira quase contínuo.

Falta de hidratação cutânea adequada

O ressecamento natural provocado pela insuficiência venosa piora drasticamente se não houver uma rotina de cuidados com a pele. 

A barreira de proteção da pele se rompe com a falta de água e lipídeos, o que expõe as camadas celulares internas a alérgenos e fricções banais, fator que multiplica a coceira.

O que fazer quando as varizes coçam?

Infográfico do Guia Varicell Duo com 6 passos sobre o que fazer quando as varizes coçam, incluindo uso de compressas frias, hidratação, meias de compressão e consulta médica.

Diante do incômodo provocado pela má circulação, a primeira e mais importante regra é: nunca coce a região. 

A pele sobre as veias varicosas costuma ser fina, frágil e desidratada. O ato de coçar com as unhas cria microfissuras e escoriações que rompem a barreira cutânea, o que abre uma porta de entrada para bactérias e fungos perigosos. 

Esse descuido pode resultar em infecções graves, como a erisipela e a celulite infecciosa.

Para obter alívio imediato e seguro, adote hábitos que estimulem o retorno do sangue e restabeleçam o equilíbrio da pele como:

  • Uso de cremes hidratantes: a aplicação de loções densas e sem perfume recupera a barreira cutânea e reduz o prurido;
  • Repouso com membros elevados: esta posição de descanso por 20 minutos diários favorece o retorno venoso imediato por meio da ação da gravidade;
  • Terapia de compressão elástica: as meias medicinais oferecem o suporte mecânico necessário para diminuir o edema e a estase;
  • Movimentação regular do corpo: caminhadas leves ao longo do dia ativam a musculatura da panturrilha e otimizam a circulação.

Quando a coceira nas varizes pode ser um sinal de alerta?

Mulher sentada na cama, coçando a perna com uma área destacada em vermelho, indicando sinal de alerta e inflamação nas varizes que coçam.

Embora a coceira possa parecer um sintoma menor ou apenas um incômodo estético inicial, ela frequentemente sinaliza que a doença venosa progride para estágios mais avançados. 

O principal sinal de alerta associado à coceira persistente é o desenvolvimento da dermatite de estase, também chamada de eczema varicoso. 

Essa condição se manifesta por meio de uma pele avermelhada, descamativa, áspera e com manchas escuras de tom acastanhado (hiperpigmentação por deposição de hemossiderina, um pigmento derivado do ferro do sangue). 

Se a pele apresentar esse aspecto ou demonstrar sinais de endurecimento local (lipodermatoesclerose), a intervenção médica torna-se urgente.

A presença de feridas abertas, conhecidas como úlceras varicosas ou venosas, representa outra complicação severa. 

“É um tecido que já está sofrendo com um processo crônico inflamatório há muito tempo. Se você vai lá, coça com a unha e faz pequenos machucados em cima de um tecido que já está sofrendo, a chance de ter uma infecção ou uma lesão maior é muito grande. Isso pode levar à formação da úlcera venosa, que é a fase final da doença venosa.” — completa o Dr. Alexandre Amato.

Portanto, monitorar a evolução dos sintomas e buscar diagnóstico precoce garante a preservação da integridade da pele e previne o agravamento da insuficiência venosa crônica.

Perguntas frequentes

Como é a coceira da má circulação?

Ela costuma vir acompanhada por uma sensação incômoda de peso, cansaço físico nas pernas, edemas e formigamento. 

Esse desconforto tende a se intensificar no final do dia, após longos períodos de imobilidade, ou em dias de calor intenso, momentos em que o represamento de sangue atinge o seu ápice nos membros inferiores.

Coçar as varizes pode piorar o problema?

Sim, o ato de friccionar a pele fragilizada pelas varizes agrava a inflamação local e gera lesões na epiderme. 

Como o fluxo sanguíneo na região está comprometido, a capacidade de regeneração celular diminui drasticamente. 

Isso propicia a formação de úlceras venosas crônicas de difícil tratamento, além de elevar de forma expressiva o risco de infecções subcutâneas graves por bactérias externas.

O que passar nas varizes para parar de coçar?

O uso de hidratantes corporais específicos para peles secas e sensíveis é a recomendação primária para acalmar a região. 

Busque produtos com formulações ricas em ativos calmantes e livres de álcool ou perfumes. 

Além disso, cremes ou medicamentos voltados para a melhora do tônus venoso e alívio dos sintomas circulatórios trazem excelentes resultados, pois atuam na causa raiz do problema.

Quer aliviar os sintomas da má circulação na raiz e ter pernas mais leves? 

Conheça o Varicell® Duo. Desenvolvido com uma fórmula exclusiva e eficaz, ele atua no alívio das dores, do inchaço e dos incômodos causados pelas varizes e hemorroidas. 

Conclusão

As varizes coçam sim, e esse sintoma constitui um reflexo direto da insuficiência venosa crônica e da inflamação dos tecidos cutâneos. 

Compreender a relação entre a má circulação, o ressecamento da pele, o formigamento e a coceira na perna permite que homens e mulheres acima dos 40 anos adotem medidas preventivas eficazes antes que o quadro evolua para complicações sérias, como úlceras ou infecções.

A linha Varicell® consolida-se como uma grande aliada no cuidado contínuo com a saúde vascular. 

Suas soluções foram formuladas especificamente para combater os principais sintomas da insuficiência venosa e das hemorroidas, promovendo a melhora da circulação sanguínea, a redução do inchaço e o alívio das dores e do cansaço crônico nos membros inferiores. 

O uso regular desses produtos, associado a hábitos de vida saudáveis, devolve o bem-estar necessário para uma vida plena e ativa.

Para adotar novas estratégias de autocuidado, confira como escolher corretamente pomada para hemorroida.

Referências:

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